terça-feira, 5 de maio de 2009

Primeira manhã sem fumar

São Paulo, 05 de maio de 2009
09:25 h
Consegui acordar e não fumar. Parece incrível mas o cigarro mais desejado é o primeiro do dia.
Fazendo contas, considerando um maço e meio por dia e que eu durma umas 6 horas, dá uma média de um cigarro a cada 36 minutos. Como eu fumo há aproximadamente 35 anos fica fácil explicar que além da necessidade física da nicotina, existe o vácuo da força do hábito. O que o meu cérebro vai fazer a cada 36 minutos a não ser pensar em fumar? Que outra coisa poderá substituir com tamanha eficiência essa peridiocidade? Comer? Bombons e balas de meia em meia hora? Eca! Clicar na net? Escrever no blog? Tudo me parece tão chato e mais pernicioso que o cigarro. Fumar dá a impressão da auto-suficiência de se conseguir prazer. Dá pra fumar dirigindo, no computador, vendo televisão, antes do banho, depois do banho, depois do cafezinho, antes e depois do jantar, até lavando louça, o que, diga-se de passagem, é uma aventura e tanto!O que o meu cérebro vai fazer com essa negação de estímulo?
Nas minhas crises de abstinência (afinal já faz quase 22 horas que eu parei de fumar e me dou o direito de já ter essas crises de abstinência ...), fico fazendo mentalmente apologia ao cigarro: Não é tão caro, dá um prazer muito grande, é amigo na solidão e é amigo na curtição. Cabe no bolso, não fica te pedindo dinheiro, não tem fim, é só acender outro que tudo fica bem. às vezes até dá um gosto ruim na boca e você pensa, que merda! Tô fumando demais ... Preciso parar com isso.

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