Então, ontem à noite eu estava pensando a respeito de como a vontade de fumar se personifica e fica arrumando um jeito de você sucumbir. Inspirado na Nazaré, personagem impagável da Renata Sorrah, fiz um paralelo entre gostar de fumar e querer largar com amar uma prostituta e querer deixá-la.
Amar uma prostituta deve ser muito interessante, afinal ela sabe tudo sobre sexo, está sempre disponível e disposta, a qualquer dia e hora, mediante obviamente a um pagamento, a um custo. Ao tentar deixá-la, por não ser muito correto politicamente falando, ela vai te procurar a princípio querendo tudo, que você largue a esposa, abnegue seus filhos, rejeite sua família, etc e tal. Daí você fica firme e não cede. Ela volta então querendo só que você não a esqueça, que passe por lá ao menos uma vez a cada dois ou três dias, ou uma vez por semana ... e você firme .... então ela não desiste e pede uma pensão, afinal ela te aguentou todo aquele tempo sem nunca ter gostado de você e só aí que você percebe como ela é vil e baixa, fria e calculista, malvada e perversa e então você se arrepende de um dia tê-la amado. O cigarro é a mesma coisa, ele é realmente vil e nojento, faz mal, custa caro, agride ao seu corpo, ao corpo dos que estão ao seu lado e também ao meio-ambiente. Ele também fica te tentando a voltar a fumá-lo, até aceita que seja uns quatro ou cinco por dia, ou então que você escolha aquelas horas do dia em que ficar sem fumar é quase impossível, nem que seja unzinho só .... pois bem, sabendo disso vou parar de falar bem do cigarro, de lembrar dos momentos felizes que passamos juntos, vou parar de sentir saudades do seu cheiro e coisa e tal.
Aiiiihhh, acho que estou ficando louco!!!!!!!!!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
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